Calvicie Genética |
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Calvicie Genética : Descoberto gene responsável por calvicie |
Cientistas alemães anunciaram ter identificado um gene responsável pela calvicie. A descoberta, baseada em estudos sobre hipotricose simples, uma forma hereditária de calvicie que age desde a infância, pode levar a novos medicamentos contra a doença, segundo os pesquisadores. |
A equipe, coordenada por Regina Betz, do Instituto de Genética Humana da Universidade de Bonn, recolheu amostras de DNA de 11 membros de uma família saudita diagnosticada com hipotricose simples. Eles constataram que uma mutação no gene P2Y5 atrapalhava a formação de proteínas chamadas de receptores de crescimento nos folículos capilares. Essa deformação impedia que os cabelos aderissem aos receptores dos folículos, provocando a sua queda. A descoberta do gene foi divulgada em um artigo publicado na revista científica Nature Genetics. |
Fonte : Veja
SP1209PB0208 |
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Falha genética pode causar perda de cabelo |
Um estudo publicado na revista Science demonstrou que a falha no gene LIPH pode causar perda de cabelo. |
Foram estudadas 50 famílias na Rússia com problema genético de queda e crescimento lento de cabelo. Estas pessoas fazem parte de um grande estudo genético abrangendo 350.000 russos. |
A pesquisa foi realizada pelo geneticista Doutor Evgeny Rogaev da Universidade de Massachusetts e seus colaboradores. |
As pessoas com a perda e crescimento lento dos cabelos têm uma falha no gene LIPH no cromossomo 3q27. |
O gene LIPH é expresso nos folículos pilosos que codifica a uma fosfolipase chamada lipase H. Tal enzima regula a produção de lipídios bioativos. Os resultados sugerem que a lípase H participe do crescimento e desenvolvimento dos cabelos. |
Este importante estudo abre caminho para a descoberta de novos genes e futuros medicamentos. |
É bom lembrar que a queda de cabelo tem tem inúmeras causas. Caso você apresente perda de cabelo ou calvicie, o dermatologista deverá ser consultado. |
Fonte : Clube dos Carecas
SP1209PB0409 |
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Tratamento da Calvicie Genética |
| Entrevista do Dr Drauzio Varella com o Dr. Luiz Carlos Cuce, sobre a Calvicie Genética : |
| Dr. Luiz Carlos Cuce é médico e professor de dermatologia no Hospital das Clínicas de São Paulo.. |
Drauzio – Você disse que algumas pessoas nascem com uma carga genética que favorece a queda dos cabelos numa idade muito precoce. Noutros o processo caminha mais devagar. Como respondem ao tratamento esses dois grupos?
Cuce – Se a impressão genética é forte no sentido de favorecer uma queda precoce, as medicações existentes no mercado devem ser tomadas por longos períodos com pequenos intervalos entre eles, porque parou, o cabelo torna a cair. Mesmo os que têm queda menos intensa, devem tomar a medicação por muito tempo. No entanto, as doses podem ser menores e os intervalos de descanso maiores. Quando o peso da carga genética é alto, geralmente se consegue retardar o processo, mas não se consegue obter a cura total. |
Drauzio – Quais são os medicamentos que podem ser indicados para quem tem queda de cabelos?
Cuce – O mais conhecido é o Minoxidil, um vasodilatador de uso local com ação sobre os receptores androgênicos do pêlo, ou seja, que ajuda a bloquear os derivados da testosterona. Se a queda for acentuada, pode-se prescrever a versão mais concentrada, já que existem dois tipos de preparação: um mais concentrado e outro menos.
É preciso tomar cuidado porque nem tudo o que apresenta bons resultados para os homens pode ser indicado para as mulheres, uma vez que nelas os efeitos colaterais podem ser desagradáveis. Depois de passar o remédio no couro cabeludo, algumas desenvolveram barba na face e pêlos nos braços, pernas, etc. |
Drauzio – Os homens podem usar sem problema a versão mais concentrada?
Cuce – Não podem. É preciso ir tateando a reação de cada um. Sempre é bom começar com uma concentração de 2% ou 3% e ir aumentando gradativamente. Os homens também não devem usar hormônios. Já vi casos desastrosos de indivíduos que usaram estrógeno e progesterona diluídos em loções ou álcool e que desenvolveram sinais femininos importantes. O crescimento da mama, por exemplo, requer intervenção cirúrgica para retirar as glândulas mamárias hipertrofiadas, uma vez que elas não regridem mais depois da suspensão do tratamento.
Já conheci gente desesperada porque está perdendo cabelo e é capaz de loucuras para corrigir esse mal. Tudo tem que ser feito com parcimônia e cuidado. Existem profissionais não habilitados para atuar nessa área que cometem alguns erros crassos. |
Drauzio – Qual sua experiência com a Finasterida, medicamento indicado para homens por via oral?
Cuce - Em termos de resultados, pode-se dizer que se consegue a longo prazo de 20% a 30% no máximo de crescimento de cabelo e que 40% não responde absolutamente à Finasterida.
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| Se a impressão genética for forte, o tratamento precisa ser mantido por toda a vida com doses terapêuticas iguais desde o início e curtos intervalos de repouso a partir de um ano de medicação. Indivíduos com menor influência genética devem tomar o remédio por um ano, um ano e meio. Em seguida, as doses passam a ser menores e mais distanciadas no tempo. |
| Para as mulheres existe, ainda, a flutamida que apresenta excelentes resultados para a queda de cabelo feminino, mas seu uso precisa ser controlado para acompanhar os efeitos colaterais. Elas podem também usar hormônios por via oral ou diluídos em loção e aplicados na área afetada pela Alopecia. |
Fonte : Drauzio Varella
SP1209PB1209 |
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Calvicie Genética : Calvicie pode dar primeiros sinais na juventude |
Antônio Arruda |
É puro preconceito ou, no mínimo, ignorância achar que a careca é um estado típico de homens com mais de 50. A barriga pode até ser, mas as principais vítimas da calvicie são os homens no auge da juventude. Entre aqueles com tendência genética, 80% desenvolvem a calvicie entre 24 e 26 anos de idade; 15% apresentam os sintomas aos 17 anos, e uma minoria, 5%, tem de lidar com o problema depois dos 30. |
Esses dados indicam que a associação idade avançada/calvicie pode adiar um tratamento que, feito antes, pode evitar parte dos transtornos vividos por muitos dos que se deparam com a perda gradativa dos cabelos, a chamada alopecia androgenética (ou androgênica). Estima-se que ela atinja hoje, no Brasil, cerca de 40 milhões de homens. |
De causa genética e hormonal -a pessoa já nasce calva-, ela é progressiva, podendo atingir diversos níveis e causar sentimentos que vão de uma simples insegurança ao desespero. |
Dormir por duas semanas com a cabeça num nível abaixo do resto do corpo na tentativa de aumentar a circulação sanguínea; esmagar anticoncepcionais e acrescentá-los ao xampu ou comprar loções das mais diversas procedências na esperança de que, como num milagre, a calvicie desapareça. Nada disso resolve, mas calvo angustiado tenta de tudo. |
O publicitário Marcus Vinícius Brito da Costa, 34, tinha 20 anos quando percebeu que os cabelos do alto da cabeça estavam ficando fracos. Seis anos depois, já não conseguia mais esconder a calvicie. "Foi terrível. Pensei que estava ficando velho antes da hora, e isso me incomodou muito", diz ele. A primeira dificuldade, diz ele, é aceitar que se está ficando careca: "Eu dizia para todos que não estava nem um pouco preocupado com isso, mas, na verdade, eu estava muito preocupado, desesperado mesmo". |
"A insegurança por conta da calvicie chegou a atrapalhar bastante meu dia-a-dia; se a pessoa me olhava muito na rua, eu já ficava "invocado", achando que ela olhava minha careca", conta o engenheiro agrônomo Luiz Cláudio de Almeida, 31. Isso começou aos 19 anos de idade, quando Almeida fez o primeiro dos três transplantes. |
De acordo com o cirurgião plástico Benedito Figueiredo Filho, a maior parte dos que procuram atendimento médico (cerca de 70%) têm entre 17 e 26 anos, idade em que há grande afirmação da sexualidade. "É a fase das conquistas, e eles pensam que a calvicie é um empecilho inaceitável", diz o médico. |
Há homens que até se acham impotentes por conta da careca, outros reclamam de queda no desempenho profissional, conta o tricologista (especialista em pêlos) e diretor da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, Valcinir Bedin. |
Até que se supere essa mudança indesejável na aparência (o que nem todos conseguem), o sujeito pode colocar em jogo muitas das atividades importantes de sua vida em função do distúrbio. "Quando fiz o segundo transplante, minha cabeça ficou cheia de cascas, ficou gordurosa, e o pessoal da faculdade zombava tanto que acho que "bombei" um pouco também por isso", conta Almeida, que pretende fazer ainda mais três intervenções. |
Na contramão da turma de calvos que pedem socorro nos consultórios médicos, estão os carecas que decidem assumir o visual, como Brito da Costa: "Peguei a máquina e raspei. As pessoas disseram: você está melhor assim. Então mantive". |
A alopecia androgenética é resultado de um processo intracelular, que ocorre no folículo piloso e acomete tanto homens (a maioria) como mulheres. |
E o cabelo não cai de uma só vez. Ele sofre um processo chamado de miniaturização: cada vez que há uma troca, nasce um fio mais fino e fraco, até que se chega no chamado fio inviável, explica Bedin. |
Todas as pessoas possuem enzimas 5-alpha-redutase tipo 2 no organismo, responsáveis pela transformação de testosterona em dihidrotestostetora (DHT). Essa última é a substância responsável pela miniaturização dos fios de cabelo. Quando nasce com predisposição genética para a calvicie, o indivíduo possui mais enzimas 5-alpha-redutase tipo 2 e mais receptores de DHT do que os que não têm a influência genética. |
A consequência é a perda gradativa dos fios, em níveis que podem variar da queda nas entradas (região frontal) até a eliminação de todos os fios da parte superior da cabeça. |
Não é possível determinar o espaço de tempo entre a fase de miniaturização dos fios e a calvicie total. "Isso depende diretamente do tipo e da quantidade de genes para calvicie que o indivíduo possui. Uma pessoa pode atingir seu nível máximo em dois anos, outra em cinco, outra em dez", diz Bedin. |
Sobre o diagnóstico da alopecia androgenética, existem duas maneiras de fazê-lo. Primeiro, por meio do padrão clínico, ou seja, da observação das entradas e da parte superior da cabeça (que inclui a chamada coroa do padre). Posteriormente, por meio de biopsia de um fragmento do couro cabeludo, em que o patologista vai avaliar e identificar a presença das enzimas. |
Números |
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Estima-se que existam cerca de 40 milhões de homens calvos no Brasil |
| - No mundo, há cerca de 2 bilhões de pessoas calvas (5% são mulheres) |
| - Até os 50 anos de idade, 50% dos homens brasileiros ficam calvos |
| - Até os 80 anos, 80% dos homens brasileiros desenvolvem a calvicie |
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No mundo, 15% dos homens que nascem com predisposição genética para calvicie vão desenvolvê-la a partir dos 17 anos; 80%, entre 24 e 26 anos; e 5%, após os 30 anos de idade |
| - Em cada 100 homens calvos, 50 são brancos, 30 são amarelos e 20 são negros |
| - Uma pessoa possui, em média, de 100 mil a 120 mil fios de cabelo |
Fonte : Folha de São paulo
SP1209PB0202 |
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Fatores genéticos da calvicie são descobertos |
Alopécia androgênica |
Novos fatores genéticos de risco para a calvicie foram identificados em dois estudos independentes publicados na edição on-line da revista Nature Genetics. |
Um terço dos homens aos 45 anos são afetados, em diferentes níveis, pela alopécia androgênica (ou calvicie masculina). O problema não tem apenas implicações sociais, mas até mesmo foi relacionado com problemas como doenças coronárias. |
Causas da calvicie |
Estudos anteriores haviam identificado que variações no gene que codifica o receptor de androgênio (hormônio controlador do crescimento dos órgãos sexuais masculinos) contribuem para a suscetibilidade do problema, mas fatores genéticos de risco adicionais não haviam sido descobertos. |
Nos artigos publicados agora, os dois grupos verificaram a estreita relação entre a calvicie masculina e ocorrência de duas variantes no cromossomo 20. Segundo o estudo de Tim Spector, do King's College de Londres, e colegas o aumento do risco é muito expressivo. |
As variantes estão próximas dos genes pax1 e foxa2. De acordo com o grupo, indivíduos com as duas variantes têm risco sete vezes maior de desenvolver calvicie. |
Calvicie masculina |
O estudo foi feito inicialmente com 1.125 homens caucasianos com calvicie masculina. Após a identificação das variantes genéticas, foi feita nova análise em 1.650 homens, novamente brancos com ascendência européia, que confirmou a associação. |
"Podemos presumir que o problema seja causado pela mesma variação genética em indivíduos não-caucasianos. Mas, como ainda não estudamos essas população, não temos certeza disso", disse Brent Richards, da Universidade McGill, no Canadá, um dos autores do estudo. |
Tratamento e cura para a calvicie |
Embora a descoberta represente um importante avanço científico, os autores dos dois estudos apontam que ela não implica o desenvolvimento de novas formas de tratamento ou menos ainda a cura para a calvicie. |
"Apenas identificamos uma causa. Tratar a calvicie masculina exigirá mais pesquisas. Mas é claro que para encontrar formas de tratamento o primeiro passo é identificar a causa", disse Richards. |
Felix Brockschmidt, da Universidade de Bonn, na Alemanha, um dos autores da outra pesquisa concorda e destaca que essa é apenas a segunda região do genoma que foi comprovadamente associada com a queda prematura de cabelo. |
"Agora queremos tentar descobrir o papel dessa região genômica no crescimento de cabelos. Somente quando esse objetivo for atingido poderemos saber se estamos no caminho certo na busca por novas formas de tratamento", disse. |
Fonte : Agência Fapesp
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